O Kremlin declarou nesta quinta-feira (24) que a Rússia deseja um acordo de paz duradouro com a Ucrânia, e não apenas um cessar-fogo temporário. A afirmação sublinha a posição de Moscou em buscar uma resolução definitiva para o conflito, em vez de pausas temporárias nos combates que não abordem as questões fundamentais.

A declaração foi feita pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em resposta a questionamentos sobre o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Vladimir Putin compareça a uma reunião do G20 em dezembro. Peskov também criticou a decisão da União Europeia de transferir receitas de ativos russos congelados para a Ucrânia, classificando-a como ilegal e roubo.

Enquanto isso, os ataques continuam no território ucraniano, com mortes e feridos relatados em diversas cidades. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez duras acusações contra Putin na ONU, defendendo novas sanções contra Moscou, conforme informações divulgadas pela fonte.

Posição do Kremlin e Tensões Diplomáticas

Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, deixou claro que a Rússia deseja um acordo de paz abrangente com a Ucrânia, e não uma mera interrupção dos combates. Ele ressaltou a importância de uma solução que vá além de um cessar-fogo temporário, buscando estabilidade e um desfecho definitivo para o conflito.

Sobre o convite de Donald Trump para a cúpula do G20 em Miami, Flórida, em dezembro, Peskov afirmou que nenhuma decisão foi tomada sobre um possível encontro entre Trump e Putin. Ele considerou prematuro discutir uma agenda para tal reunião, agradecendo o convite e indicando que a resposta russa será decidida em breve.

Além disso, Peskov classificou a decisão da União Europeia de transferir 1,4 bilhão de euros, provenientes de ativos russos congelados, para a Ucrânia como uma ação ilegal e uma forma de roubo. Essa medida europeia adiciona mais um ponto de tensão às já complexas relações diplomáticas entre a Rússia e o Ocidente.

Acusações de Zelensky e Apelo por Sanções

Em seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), na quarta-feira (23), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez severas acusações contra Vladimir Putin. Zelensky afirmou que Putin tem a intenção de expandir a guerra para outros países europeus, incluindo territórios da Otan, e que estaria utilizando soldados de 47 nações no conflito.

Zelensky também defendeu a imposição de novas sanções contra Moscou e a adoção de medidas para reduzir as receitas russas, que são utilizadas para financiar a guerra. Segundo o líder ucraniano, nações que mantêm comércio com a Rússia contribuem para a prolongação do conflito, reforçando a necessidade de uma pressão econômica global sobre o país.

Ataques Continuam na Ucrânia

Nesta quinta-feira, a Ucrânia foi alvo de novos ataques com drones e mísseis russos, que atingiram a capital Kiev e o nordeste do país, resultando na morte de oito pessoas. Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko informou que duas pessoas morreram e oito ficaram feridas, com alvos que incluíam uma maternidade e uma fazenda.

Zelensky, em uma mensagem no Telegram, descreveu a situação: “Enquanto as pessoas dormiam, clarões de explosões iluminaram o céu. Mais uma vez, os principais alvos do ataque foram Kiev e a infraestrutura civil, incluindo edifícios residenciais, uma maternidade, infraestrutura energética e logística.”

Na região nordeste de Kharkiv, um bombardeio a um depósito de vegetais em uma fazenda resultou na morte de seis pessoas e deixou outras 12 feridas. Na cidade portuária de Odessa, no Mar Negro, o chefe da administração militar, Serhiy Lysak, relatou que ataques russos durante a noite danificaram uma unidade médica e causaram quebras de janelas em residências e uma escola próximas.

O Ministério da Defesa da Rússia, por sua vez, afirmou que suas forças atacaram instalações de defesa ucranianas, centros de logística e telecomunicações, bem como embarcações utilizadas pelos militares, justificando as operações como resposta a alvos estratégicos.


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